Canção do exílio 2015

 

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Minha terra tem Eduardo Cunha,

Que negocia com o Sabiá;

Os tucanos, que aqui gorjeiam,

Não gorjeiam como lá.

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Nosso senado tem mais reaças,

Nossas delegacias têm mais menores,

Nossos bosques mais maconheiros,

Nossa vida há menos flores.

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Em cismar, sozinho, à noite,

Militares eu encontro lá;

Minha orelha esguicha sangue,

De tanta porrada o “neguinho” levar.

**

Minha terra sofre ameaças comunistas,

Que tais não encontro eu cá;

Em cismar, sozinho, à noite,

Pastores eu encontro lá;

Minha terra tem Eduardo Cunha,

Que desvia dinheiro do Sabiá.

**

Não permita Deus que eu morra,

Sem um Molotov atacar lá;

Sem que desfrute dos bens públicos,

Que não encontro por cá;

Sem que eu não deixe de ajudar as Palmeiras,

A acordar, novamente, o Sabiá.

Lucas Barozzi é apaixonado por literatura, séries e filmes nacionais. Amante da capital paulista. Nas horas vagas curte um bom papo com os amigos e ama viver em harmonia. Considera-se um jornalista que adora se infiltrar em outras tribos e culturas.

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  1. Carlos Lemes
  2. hue

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