São Paulo x interior: conheça a história de quem ama os dois mundos

Tem como amar e querer estar em dois lugares tão diferentes ao mesmo tempo? Sim! E temos uma prova viva de que isto é possível! Se por um lado São Paulo é um mundo inteiro de oportunidades, Ilha Solteira (no interiorzão de “meu Deus”) é um mundo completo de tranquilidade e paz. A nossa heroína de baixa estatura e coração enorme explicou a esta vizinha de interior, a ambígua paixão que a divide entre mãe e jornalista que transborda criatividade.

O depoimento da nossa heroína tem que começar com um “quê” de conto de fadas (tenho que fazer jus ao amor da protagonista pelo cinema). Era uma vez, uma menina chamada Edilene Spitaletti, todos a chamavam carinhosamente de Pitty, ela morava na grande São Paulo e era uma típica garota que cresceu brincando com os amiguinhos do conjunto habitacional e se aventurando pelo mundo dos livros e da tv. Logo ela se formou na escola e veio para o interior passear, mas algo incrível aconteceu: ela se apaixonou perdidamente pelas cidadezinhas tão coladinhas umas às outras, pelas conversas de calçada até tarde da noite, pelos amigos e violão no fim de tarde e pelos passeios nas pracinhas (ler-se points) das cidades. E o que pudemos esperar? Pitty decidiu ficar, aqui se formou em jornalismo, namorou, casou e voltou para São Paulo, e veio embora de novo, e voltou para São Paulo e voltou pro interior…calma, calma…É melhor ela mesma contar o que a divide tanto entre a terra da garoa e a beirinha do rio.

Nati: O que te fez ficar no interior quando conheceu?

Pitty: Eu vi como a rotina era diferente daquela agitação de São Paulo. Meus novos amigos até brincavam que parecia que eu estava o tempo todo correndo (risos). As pessoas também são mais próximas, dá pra explorar a natureza e se inspirar, principalmente porque sempre tive a mente inquieta, então a calmaria foi algo novo para mim.

Nati: Você terminou a faculdade aqui no interior e voltou para São Paulo, o que a fez se mudar mais uma vez?

Pitty: Meu primeiro filho. Posso dizer que o que me mantém entre estes dois mundos são o Neto e o Eddie. Aqui, meu filho mais velho toma banho de chuva, anda de bicicleta, sai pra procurar insetos e flores, brinca na rua, o que mais uma mãe pode querer para um filho, do que uma vida cheia de possibilidades para brincar e se desenvolver? Também tive outro bebê há seis meses, e gostaria de proporcionar o mesmo para ele.

Nati: E a sua carreira como jornalista?

Pitty: Essa é a metade que completa o lado correspondente a São Paulo (risos). Quando quero me reciclar, fazer cursos, documentários, o cenário de São Paulo me vem à cabeça. Inclusive, mês que vem, volto pra lá e farei um curta sobre meu pai, vou matar a saudade de viver por lá.

Nati: São Paulo é diferente do que era na sua infância?

Pitty: Com certeza. Hoje me sinto mais insegura para tudo, tanto em relação aos meninos, como para meu marido e eu. Não me sinto tranquila nem dentro de casa.

Nati: O que você faz para que os meninos se divirtam em São Paulo?

Pitty: A escola tem uma extensão de atividades, e, aos fins de semana, sempre convidei os amiguinhos para irem em casa e pretendo fazer isto quando voltar.

Nati: Você pretende voltar para o interior?

Pitty: “Sacomé”, né? (risos).

E nada melhor para manter os dois amores em constante conexão, a produção de vídeos e fotografias a inspira como profissional e ainda une aos filhos. Pitty coloca no elenco da sua história cinematográfica, seus meninos. Confira esta história sem fim e acompanhe os próximos capítulos deste amor dividido. Acompanhe a página Cineurose no face.

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Apaixonada por semiótica, cultura pop e escrever e escrever. Jornalista, publicitária e artesã, amo ler e conhecer coisas novas.