Rascunhos inéditos de Manoel de Barros são exibidos até 7 abril em SP

Rascunhos inéditos de Manoel de Barros são exibidos até 7 abril em SP

Mostra exibe cartas e rascunhos inéditos do autor coletados pela família

Ícone da literatura brasileira, o escritor e poeta Manoel Wenceslau Leite de Barros, conhecido principalmente como Manoel de Barros (1916–2014) recebe homenagem até dia 7 abril no Itaú Cultural com textos e poesias inéditas coletados pela família. A exposição fica aberta ao público até domingo 7 de abril com entrada gratuita.

Em sua 43ª Ocupação, o Itaú Cultural resgata pela primeira vez parte dos mais de cem cadernos de anotações deixados pelo poeta. Seis deles exibidos completa e integralmente e outros esboços que estão espalhados pela mostra. A exposição contará com as primeiras edições das obras do poeta, autorretratos escritos, textos originais, fotos e cartas. Além disso, são expostos trechos de entrevistas e audiovisuais e um grande telão situado no centro do espaço pode ser visto desde a entrada do prédio no qual são projetadas suas poesias.

O mato grossense que gostava de fazer seus próprios cadernos de rascunho, utilizava material reutilizado de diversos tamanhos. Dessa forma a expografia de Adriana Yazbek, idealiza todo o espaço em material reciclado, do chão ao teto, passando pelas paredes da exposição com papeis de poemas em homenagem ao processo artesanal do poeta.

Martha Barros, filha do poeta, passou o último ano e meio vasculhando os escritos, papéis, anotações, imagens, cartas enviadas e recebidas, além de objetos caros ao pai em seu cotidiano, que agora dão forma à ocupação.“Tenho em casa uma biblioteca com as cartas, fotos e todo o material literário de meu pai, mas foi necessário fazer uma longa busca e organização para a exposição”, conta ela. “Desejo que esse esforço de todos faça as pessoas lerem mais, pois a melhor maneira de conhecer um poeta e a sua obra é lendo”, conclui.

Manoel de Barros nasceu em Cuiabá, Mato Grosso em 1916 e publicou mais de vinte livros, entre eles, “Face Imóvel” (1942), “Poesias” (1946), “Compêndio Para Uso dos Pássaros” (1961), “Gramática Expositiva do Chão” (1969), “Matéria de Poesia” (1974), “O Guardador de Águas” (1989), “Livro Sobre Nada” (1996), “Retrato do Artista Quando Coisa” (1998), “O Fazedor de Amanhecer” (2001). Faleceu em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, em 13 de novembro de 2014.

Serviço

Quando?

Até 7 de abril de 2019

Onde?

Av. Paulista, 149 - Bela Vista, São Paulo - Acesso pela estação Brigadeiro - Linha Verde do Metrô.

Quanto Custa?

GRATUITO

Sobre o autor

Jornalista pela PUC-SP e autor do documentário "Pegadas da Lama", escreve sobre Cultura e Cidades. Apaixonado pelas lentes da fotografia e dos documentários, gosta de observar as pessoas, as relações, os prédios e as janelas. Sagitariano inquieto, está sempre indo e vindo por São Paulo em uma relação complexa para poucos caracteres.

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