8 exposições para ver em SP sem sair do metrô

8 exposições para ver em SP sem sair do metrô

Mostras percorrem as principais linhas do metrô homenageando autores brasileiros 

Quem disse que exposição de arte é só no museu? Em São Paulo, durante todo o mês de março, inúmeros artistas preenchem as principais estações de metrô da capital com exposições diversas sobre cultura, feminismo, corpo e cidade. O Sobreviva em São Paulo separou 8 delas para você conferir sem sair da rotina paulistana e refletir um pouco mais sobre a arte e história nacional dentro dos vagões e de forma gratuita. Confira a lista abaixo:

 

Exposição “Carnaval SP: Ontem & Hoje” – Estação Tatuapé da Linha 3- Vermelha

Do fotógrafo Mauricio Coutinho, fica em cartaz até o fim do mês. São apresentadas 28 fotografias que homenageiam o espetáculo do Carnaval de São Paulo. As fotos são retratos antigos e atuais da folia, para destacar a importância histórica dessa vertente da nossa cultura popular.

 

Exposição “Ser Mulher” – Estação Sé da Linha 3 – Vermelha

Do fotógrafo Thiago Gimenes, está exposta, desde 8 de março, na  em comemoração ao Dia Internacional da Mulher. As imagens trazem mulheres de vários estilos para dizer em três palavras o que é ser mulher na visão de cada uma delas. A obra tem como objetivo mostrar que cada mulher é única, mas todas têm muito a conquistar.

 

Exposição “Cine Mu(n)do” – Estação Luz, da Linha 1 – Azul

A exposição fotográfica reúne 17 painéis com imagens do jornalista e fotógrafo Sérgio Poroger, que retrata o cinema no cotidiano de diversas cidades do mundo e traz personagens que são essenciais na exibição de filmes como pipoqueiros, bilheteiros, projecionistas, trocadores de letreiro de cinemas antigos e de fachadas. Toda a curadoria dessa atração é feita pelo fotógrafo Bob Wolfenson e estará na estação até dia 31.

 

Exposição “Olhares Cruzados Imagens de Duas Culturas” –  Estações Alto do Ipiranga, Paraíso e Clínicas, da Linha 2- Verde

A mostra  leva aos passageiros 36 fotografias de uma iniciativa da Câmera de Comércio Brasil-Canadá. O conteúdo é resultado de viagens de dois fotógrafos, um canadense e um brasileiro que “trocaram” de países. O brasileiro foi para o Canadá e o canadense veio para o Brasil. As imagens ressaltam a beleza dos costumes dos países visitados pelos olhares dos turistas, para trazer uma nova visão de características que passam muitas vezes despercebidas pelos moradores locais.

 

Exposição “Lembra, corpo?” – Estação República da Linha vermelha/amarela 

O projeto é do Museu da Pessoa com fotografias do acervo de famílias brasileiras recriadas em papel bordado pelo artista Nário Barbosa e contará com um espaço especial para pessoas que convivem com doenças dermatológicas. A curadoria é de Diógenes Moura e poderá ser visitada até dia 31.

 

Exposição “Se Liga no Traço” – Estação Clínicas da linha – 2 verde 

20 gravuras inspiradas no movimento artístico Pop Art – e são de autoria do artista visual Sérgio Astral. A intenção de usar esse tipo de arte é explorar diversos seguimentos da pintura com traços envolventes e vários materiais e, com isso, capturar a atenção do espectador.

 

Exposição O meu não lugar paulistano” – São Bento, da Linha 1-Azul  
Os alunos da FMU, orientados pelo professor de Artes Visuais Renato Pêra. A mostra “O meu não lugar paulistano” convida os espectadores a acessar as memórias afetivas que existem nesses espaços “frios” pelos quais milhares de pessoas passam diariamente, como é o Metrô. O “não lugar” é um conceito que procura falar de espaços de passagem que não se criam relações de afetividade. Essa exposição começa no dia 1 e vai até o dia 31.

 

Exposição “A memória de seu povo” – Estação Trianon-MASP, da Linha 2- Verde 

A vitrine que é uma parceria entre o MASP e o Metrô, vai contar com obras da artista Djanira da Motta e Silva, com gravuras que contam a história de elementos que fizeram parte da infância da artista, como amigos e vizinhos, operários e trabalhadores rurais, paisagens do interior e manifestações sociais, culturais e espirituais, como religiões afro-brasileiras, populações indígenas e danças folclóricas.

 

Serviço

Quando?

Até 31 de março

Quanto Custa?

Gratuito

Sobre o autor

Jornalista pela PUC-SP e autor do documentário "Pegadas da Lama", escreve sobre Cultura e Cidades. Apaixonado pelas lentes da fotografia e dos documentários, gosta de observar as pessoas, as relações, os prédios e as janelas. Sagitariano inquieto, está sempre indo e vindo por São Paulo em uma relação complexa para poucos caracteres.

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