Última semana para conferir o espetáculo ‘Fronteira’ no Sesc Pinheiros

Última semana para conferir o espetáculo ‘Fronteira’ no Sesc Pinheiros

Com direção de Marcelo Lazzaratto e texto de Carla Kinzo, peça explora os múltiplos significados implícitos na palavra fronteira

Qual o significado da palavra ‘fronteira’? Será que ele condiz apenas ao espaço físico? A uma separação geopolítica?

Duas mulheres sem nome, interpretadas pelas atrizes Tathiana Botth e Thaís Rossi estão em uma zona fronteiriça e vivem um dilema: enquanto uma quer cruzar para o outro lado, a outra controla a passagem das pessoas entre os dois territórios. Esta é a premissa de “Fronteira”, o novo espetáculo da Cia. Elevador de Teatro Panorâmico, dirigido por Marcelo Lazzaratto que fica em cartaz até este sábado, 07 de setembro no Sesc Pinheiros. Os ingressos podem ser comprados neste link e nas bilheterias.

A dramaturgia da premiada Carla Kinzo apresenta o cotidiano das duas personagens presas a um presente imutável, reforçado por uma burocracia paralisante. Sobreviventes em meio a um território em ruínas, elas precisam uma da outra para ressignificar essa nova realidade, sem deixar ruir a fronteira interpessoal que existe. Durante o espetáculo, o público se questiona a todo instante a verdadeira relação e ligação entre elas.

A direção, o cenário e a iluminação de Marcelo Lazzaratto contribuem para intensificar a noção de fronteira, que pode ser vista de diversas formas em diversos momentos separados: geográfica, política, psíquica, identitária, material, entre outras. Toda ação acontece em um tablado estreito, localizado no centro do palco. Somente ali, naquele espaço diminuto, as moças existem. E nesse lugar, questões como a necessidade de afeto, a ficção como possibilidade de sobrevivência e a solidão de um lugar sem identidade descortinam-se lentamente.

Geralmente, discutimos essa noção sob uma ótica negativa evocada pela geopolítica, como algo que separa as pessoas e limita a sua liberdade de ir e vir. No entanto, também é possível interpretá-la como algo capaz de preservar a diversidade, uma vez que um indivíduo só existe diante da presença do outro. Se eliminássemos completamente as barreiras e diferenças entre as pessoas, correríamos o risco de uma grande padronização de costumes e modos de vida – o aspecto crítico da globalização. De certa maneira, se preservássemos algumas fronteiras, sem limitar a liberdade, os indivíduos manteriam suas identidades e conseguiriam dialogar e fazer trocas genuínas entre si”, comenta o diretor Marcelo Lazzaratto.

Serviço

Quando?

Até 07 de setembro

Onde?

SESC Pinheiros - Auditório (3º Andar) - Rua Paes Leme 195 - Próximo ao metrô Pinheiros

Quanto Custa?

R$ 25 (inteira), R$ 12,50 (aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e servidor de escola pública com comprovante) e R$ 7,50 (trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculados no Sesc e dependentes/Credencial Plena)

Classificação:

12 anos

Mais Informações:

3095-9400
sescsp.org.br

Sobre o autor

Jornalista pela PUC-SP e autor do documentário "Pegadas da Lama", escreve sobre Cultura e Cidades. Apaixonado pelas lentes da fotografia e dos documentários, gosta de observar as pessoas, as relações, os prédios e as janelas. Sagitariano inquieto, está sempre indo e vindo por São Paulo em uma relação complexa para poucos caracteres.

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