A Mãe – Canções para Acordar Bertold Brecht estréia no Itaú Cultural

A Mãe – Canções para Acordar Bertold Brecht estréia no Itaú Cultural

De 12 a 15 de março (quinta-feira a domingo), o Itaú Cultural apresenta a temporada de estreia de A Mãe – Canções para Acordar Bertold Brecht, da Companhia do Feijão. Com texto e direção de Vera Lamy, o novo espetáculo comemora os 22 anos que o grupo completa em 2020 e leva ao palco uma estrutura de diferentes suportes de linguagem para contar a trama de uma mãe que, a partir de uma causa defendida pelo filho, reflete sobre o movimento perverso do funcionamento das relações humanas e da necessidade da desnaturalização destas relações.

Os ingressos são gratuitos e o Itaú Cultural disponibiliza a reserva online pelo link https://www.itaucultural.org.br/secoes/ingressos-on-line.

A Mãe – Canções para Acordar Bertold Brecht conta a trajetória de aprendizado sócio-político de uma mulher comum, através de sua dedicação à causa de luta defendida por seu filho, um poeta e escritor de peças. O elenco, composto por 10 atores e atrizes – entre as quais a própria diretora Vera Lamy –, constrói em cena um manifesto dos tempos atuais: uma reflexão sobre o movimento perverso das relações humanas e como estas devem ser desnaturalizadas.

O ponto de partida para a montagem foi o romance A Mãe, de Maximo Gorki, cuja adaptação teatral foi realizada por Bertolt Brecht (1898-1956) e também inspirou esta dramaturgia. A Companhia do Feijão usou, ainda, materiais como o texto As confrarias, do dramaturgo brasileiro Jorge Andrade (1922-1984), e poemas também de Brecht.

“Esta mãe, esta mulher, está na nossa dramaturgia e no Brasil, e trata de questões do nosso tempo. Aqui, a questão-chave, tanto da obra de Brecht como de Gorki e da Companhia do Feijão, é o trabalho ligado à luta de classes, que, especificamente no Brasil, está ligada à escravidão”, observa a diretora e atriz Vera Lamy, que assina, ainda, a autoria do texto e das músicas do espetáculo. “É neste sentido que neste espetáculo trazemos de volta a expressão ‘luta de classes’ e a necessidade de uma organização e de uma revolução na maneira de ver o mundo, na qual os artistas também se organizem”, complementa.

No palco, a Companhia do Feijão transita entre o cabaré e intervenções cinematográficas, e entre cenas teatrais a uma roda de samba. Essa estrutura, feita a partir diferentes suportes de linguagem, é fruto do avanço das pesquisas da Companhia do Feijão no campo do teatro épico-narrativo, eixo principal de investigações e criações artísticas do grupo nestes 22 anos de atuação, e que já deram origem a 15 espetáculos próprios e inúmeros outros em colaboração com artistas e grupos independentes.

Serviço

Quando?

12, 13 e 14 de março (quinta-feira, sexta-feira e sábado), às 20h

Sobre o autor

Paulista da gema, jornalista formado pela UMESP que atua como assessor de imprensa. Amo a vida na cidade grande, mas também gosta da tranquilidade do campo. Cinéfilo, geek, amante de livros e das coisas que a natureza dá.

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