MASP abre exposição degas com 76 obras do artista francês

MASP abre exposição degas com 76 obras do artista francês

Após 14 anos, conjunto completo de bronzes que pertence ao MASP poderá ser visto novamente pelo público do museu, desta vez em contraste com imagens da artista brasileira 

O Museu de Arte de São Paulo inaugura, em 4 de dezembro, a exposição Degas. Com curadoria de Adriano Pedrosa, diretor artístico no MASP, e Fernando Oliva, curador na instituição, a mostra irá apresentar todas as obras de Edgar Degas (1834-1917) que pertencem ao acervo do museu. São 76 no total, sendo 73 bronzes, dois desenhos e uma pintura. Apenas outros três museus no mundo possuem essa coleção completa de esculturas: Glyptotek de Copenhague, Metropolitan de Nova York e Musée d’Orsay, Paris. Os empréstimos internacionais das pinturas a óleo que estavam programados tiveram que ser suspensos por conta da pandemia covid-19. 

Assim como as individuais de Hélio Oiticica (1937-1980), Trisha Brown (1936-2017) e Senga Nengudi (1943), essa exposição está inserida no ciclo das histórias da dança, eixo temático ao qual o museu se dedica em 2020. No dia 18 de dezembro, o MASP abre Beatriz Milhazes: avenida Paulista, mostra que também integra essa programação. 

A última exposição do artista francês realizada pelo MASP foi há 14 anos: Degas: o universo de um artista. A mostra dava início às comemorações de 60 anos de atividade do museu e reunia as obras que pertencem à coleção do MASP ao lado de empréstimos de instituições como Museu d’Orsay (Paris), National Gallery (Londres) e Metropolitan (Nova York). 

EXPOSIÇÃO

O ponto de partida desta mostra será a escultura “Bailarina de catorze anos” (1880), a obra mais icônica de Degas e uma das mais emblemáticas de toda a história da arte ocidental do século 20. Seu protagonismo será reforçado com as releituras feitas por Sofia Borges. A artista brasileira, a convite do MASP, produziu fotografias em grande escala a partir das esculturas de Degas que pertencem à coleção do museu, com destaque para a “Bailarina de catorze anos”. O resultado desse trabalho, cujo processo levou quase um ano, revela e transforma várias das obras de Degas de forma nova e radical e poderá ser visto tanto na exposição quanto em seu respectivo catálogo. 

Degas conheceu Marie van Goethem, a estudante de balé retratada em “Bailarina de catorze anos”, durante uma de suas frequentes visitas à Opéra de Paris. Pouco se sabe sobre a vida de Marie, jovem que ingressou no balé da Opéra aos 13 anos e era filha de uma lavadeira e de um alfaiate que viviam em constante estresse financeiro. 

Sabe-se também que uma de suas irmãs foi presa por roubar um cliente no célebre cabaré Chat Noir, localizado no bairro boêmio de Montmartre, em Paris. Depois desse episódio, Marie começou a faltar a várias aulas e acabou sendo dispensada da Opéra. Provavelmente como sua irmã, ela foi forçada à prostituição por sua mãe. Esse tipo de narrativa costuma ser evitado em projetos em torno de Degas desenvolvidos por museus ao redor do mundo, que se ocupam mais de questões estilísticas e formais em relação ao artista. A abordagem de sua obra por meio de uma perspectiva política, social e crítica estará, no entanto, no catálogo Degas: dança, política e sociedade. 

Sobre o autor

Desenvolvi a identidade visual do Sobreviva em São Paulo e criei o blog quando a página no Facebook tinha mais ou menos um ano. Atualmente, além de produzir contéudo para o blog e cuidar do back-end, tenho foco no gerenciamento dos perfis do Instagram e Pinterest. Sou graduado em publicidade e propaganda, pós graduado em gestão empresarial e marketing pela ESPM e trabalho em uma agência de publicidade.

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