“Há pessoas cujas vidas imploram para ser escritas”. Este pequeno trecho, de autoria de Ruy Castro, foi extraído do prefácio de “A Saideira: Uma dose de esperança depois de anos lutando contra a dependência” (Editora Planeta), autobiografia em que a escritora e jornalista Barbara Gancia expõe de peito aberto um tema de sua vida que até hoje é tabu para muitos: a luta contra o alcoolismo.
E como se não bastasse o livro, as tragicômicas histórias dos mais de 30 anos de dependência do álcool e suas consequências contadas na obra literária ganharam os palcos teatrais em “Bárbara“, um espetáculo solo estrelado por Marisa Orth (foto no topo). A peça entra em cartaz no Teatro Renaissance (Alameda Santos, 2233 – Jd. Paulista), em São Paulo, no dia 04 de novembro, com sessões às sextas (às 21h), sábados (às 19h) e domingos (às 17h), em curta temporada, somente até 11 de dezembro. Os ingressos já estão disponíveis pelo site da Olha o Ingresso (neste link) e na bilheteria do Teatro Renaissance.
Dada a repercussão que o livro causou desde seu lançamento, bem como as inúmeras palestras que Barbara Gancia tem feito sobre o tema nos últimos anos, o desafio da montagem sempre foi o de não realizar uma simples transposição para o palco. “Como encenar algo já definitivo e tão bem relatado em um livro? Ao mesmo tempo em que a gente pensava nisso, sempre houve a certeza de que ‘A Saideira’ possui uma força cênica e precisava ganhar o palco para tocar outros públicos”, diz Marisa Orth.
A solução criada pelo diretor e idealizador do projeto, Bruno Guida, apostou em recursos cênicos simples e no jogo com a plateia. Toda a narrativa será de desconstrução e os elementos cênicos colaboram nesse sentido. Com uma dramaturgia inspirada no livro, a autora Michelle Ferreira utiliza algumas situações extraídas da obra, bem como inventa outras histórias, a fim de dar forma a uma “nova Barbara ficcional”. “Bárbara” ganhou assim uma encenação limpa, privilegiando o trabalho da atriz em um texto forte, cômico e, ao mesmo tempo, emocionante.
Nas palavras de Marisa Orth, atriz conhecida dos palcos e da TV, “Bárbara (…) tem bastante humor, tem papo reto com a plateia, tem um trabalho de composição corporal, explorando coisas que eu sempre desejei fazer, e mesmo assim é uma peça simples, é uma peça de ‘contação’ de uma história que a gente achou relevante, emocionante e que nos inspirou a criar uma outra história”.
Foto de topo: Marcos Mesquita
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