Quantos BTUs preciso para aquecer uma piscina de 50 mil litros?
Uma piscina de 50 mil litros pede por volta de 50.000 BTU/h. A linha Komeco KOBC trabalha com uma referência próxima de 1.000 BTU/h para cada 1.000 litros, então esse volume fica entre o KOBC 45 e o KOBC 60.
Essa relação é o ponto de partida do dimensionamento, não o fim dele. Piscina descoberta, vento, sombra, região fria, uso no inverno, temperatura desejada e ausência de capa térmica aumentam a potência necessária.
A conta de BTU por litro de piscina
A referência de 1.000 BTU/h para cada 1.000 litros permite estimar a faixa do equipamento sem conta complicada. Para 25 mil litros, o resultado fica perto de 25.000 BTU/h. Para 50 mil litros, perto de 50.000 BTU/h.
A proporção também explica por que a capacidade do equipamento cresce junto com o volume de água. Quanto maior a piscina, maior precisa ser a capacidade de transferência de calor.
Os dados da linha KOBC mostram essa progressão. O KOBC 025QC G1 chega a 26.000 BTU/h, o KOBC 075QC G1 chega a 72.000 BTU/h e o KOBC 120QC G1 alcança 118.000 BTU/h.
No caso dos 50 mil litros, o KOBC 45 entrega 45.000 BTU/h, abaixo da referência simples de 50.000. Por isso a escolha entre dois modelos vizinhos precisa considerar as condições reais em que a piscina será aquecida.
Tabela de potência por litragem, de 25 mil a 120 mil litros
A ficha técnica da Komeco, consultada em 2 de outubro de 2026, traz capacidades variáveis dentro da linha inverter. A tabela abaixo mostra a faixa de aquecimento, a potência elétrica nominal e o COP de cada equipamento.
|
Modelo |
Capacidade (BTU/h) |
Potência nominal (kW) |
COP (W/W) |
|---|---|---|---|
|
KOBC 025QC G1 |
26.000 a 6.000 |
1,10 a 0,13 |
6,93 a 13,52 |
|
KOBC 035QC G1 |
35.000 a 8.000 |
1,47 a 0,17 |
6,98 a 13,79 |
|
KOBC 045QC G1 |
45.000 a 10.000 |
1,88 a 0,22 |
7,01 |
|
KOBC 075QC G1 |
72.000 a 16.000 |
3,03 a 0,36 |
6,96 a 13,02 |
|
KOBC 100QC G1 |
96.000 a 21.000 |
4,06 a 0,48 |
6,93 a 12,82 |
|
KOBC 120QC G1 |
118.000 a 22.000 |
4,30 a 0,48 |
não informado |
Toda a linha usa fluido refrigerante R32 e trocador em titânio. Os equipamentos trabalham com alimentação monofásica de 220V e 60Hz, degelo automático e faixa de operação de menos 15 a 43 graus.
A loja Ril Comercial lista essa linha organizada por litragem, nas versões para 25 mil, 45 mil e 75 mil litros, o que cobre de 26.000 a 72.000 BTU/h. A organização por volume ajuda a localizar a faixa, mas a capacidade em BTU/h continua sendo o dado a conferir antes de fechar a compra.
O intervalo que aparece em cada linha da tabela vem do funcionamento inverter. O equipamento modula a operação em vez de trabalhar num único ponto fixo, e por isso a ficha informa valor máximo e mínimo.
Por que litro não é a mesma coisa que BTU
Litro mede o volume de água da piscina. BTU/h mede capacidade de aquecimento por hora. São grandezas diferentes e descrevem coisas diferentes.
Quando um equipamento aparece associado a uma litragem, essa informação facilita a escolha do modelo. Ela não transforma 50 mil litros em exatamente 50 mil BTU/h em qualquer situação.
Duas piscinas com a mesma quantidade de água podem ter necessidades distintas. Uma protegida do vento e outra totalmente exposta perdem calor em ritmos diferentes.
Também é preciso separar capacidade térmica de potência elétrica. O KOBC 075QC G1 entrega 72.000 BTU/h de capacidade de aquecimento consumindo de 3,03 a 0,36 kW de eletricidade.
Misturar as unidades leva a comparações erradas. BTU/h, litros e kW respondem a perguntas diferentes dentro da mesma ficha técnica.
O que aumenta a potência necessária
Piscina descoberta perde calor pela superfície o tempo todo. Nessa condição, a referência baseada só na litragem fica curta.
O vento intensifica a perda térmica porque renova o ar sobre a lâmina de água. Quanto mais exposta a superfície, maior a reposição de calor necessária.
A sombra entra no mesmo raciocínio. Uma piscina que recebe pouca contribuição térmica do ambiente exige mais trabalho do sistema de aquecimento.
Região fria e uso no inverno mudam a conta. O trocador passa a operar com uma diferença maior entre a temperatura do ar e a temperatura desejada da água.
A temperatura alvo escolhida pelo usuário é outro fator. Quanto maior a diferença em relação à água fria, maior o esforço de aquecimento.
A ausência de capa térmica aumenta a perda por evaporação. Por isso uma piscina de 50 mil litros não deve ser dimensionada apenas a partir do número 50.000.
Erros de dimensionamento que estouram a conta de luz
O primeiro erro é escolher o trocador apenas pela litragem anunciada. O volume é um filtro útil, mas vento, exposição, região, época de uso e temperatura pretendida mudam as condições de funcionamento.
O segundo é comprar um equipamento com capacidade menor que a necessidade real. Nessa situação o sistema trabalha mais horas para tentar chegar à temperatura, e são as horas que formam a conta de luz.
O terceiro é confundir potência elétrica nominal com capacidade de aquecimento. São informações diferentes e aparecem juntas na ficha técnica porque respondem a perguntas distintas.
O quarto é ignorar a faixa de operação do inverter. Esses equipamentos modulam a rotação, por isso a ficha mostra valores máximos e mínimos de capacidade e de potência.
O quinto é desconsiderar a perda térmica da piscina. Piscina descoberta, vento, sombra, uso no inverno e falta de capa térmica precisam entrar na análise antes da escolha final.
Para 50 mil litros, a referência de 50.000 BTU/h coloca a piscina entre dois modelos da linha. A decisão certa cruza esse ponto de partida com as condições reais de uso, para não terminar com um equipamento menor do que a demanda.
