Black Flag em São Paulo: 8 motivos pra não perder esse show!

Black Flag em São Paulo: 8 motivos pra não perder esse show!

Icônica banda norte-americana cuja história se confunde com a própria história do punk rock, o Black Flag havia marcado uma passagem pela América do Sul em 2019 – incluindo uma primeira vinda ao Brasil desde sua origem. Porém, por motivos internos da banda, a turnê teve que ser adiada para este ano, ganhando novas datas.

Sendo assim, o show que seria feito em São Paulo foi remarcado para o dia 8 de março (domingo), no Carioca Club. Mesmo com o cancelamento da tour que seria produzida em 2019, a venda de ingressos não foi interrompida, mas ainda dá tempo dos interessados comprarem suas entradas pelos mesmos valores estipulados anteriormente por meio do site da Pixelticket (neste link) e na loja Locomotiva Discos (Rua Barão de Itapetininga, 37 – Loja 8 – República).

Marcado por um história bastante movimentada, não é à toa que o Balck Flag alcançou o status que tem até hoje. Por isso, é um privilégio ver a banda ao vivo, mesmo com uma formação muito diferente de sua época áurea. Então, vamos resumir em 8 fatos porque o show do Black Flag é histórico e deve ser apreciado por todo fã de punk rock e até por quem simplesmente gosta da história do rock:

1. O co-fundador da banda vai estar no palco

A formação do Black Flag que desembarca em São Paulo tem o guitarrista Greg Ginn, que fundou a banda há 43 anos, quando o grupo ainda tinha o nome de “Panic”, antes de mudar para o atual, em 1978. Sendo assim, Ginn esteve presente em toda a trajetória do Black Flag – exceto quando a banda entrou em período de hiato, é claro. Greg fundou também o selo musical SST Records, responsável pela gravação da maioria dos álbuns do Black Flag e por lançamentos de grupos como Bad Brains, Sonic Youth e The Saints, entre outros.

2. A banda se transformou e melhorou ao longo do tempo

Um dos fatores que fez o Black Flag ser admirado por bandas e fãs de outros subgêneros do rock além do punk é a transformação da sonoridade da banda no decorrer do tempo.Tendo começado com um som essencialmente punk, nos anos 80 o grupo englobou elementos do heavy metal e até do jazz – mas sem perder a essência punk – e alcançou mais fãs. Além disso, principalmente após a entrada do vocalista Henry Rollins, as letras do grupo ficaram mais “sérias” que antes, mas ainda mantinham a atitude punk rock.

3. O Black Flag influenciou fortemente o hardcore e até o grunge

Além de ter sido uma força motriz no surgimento do hardcore, a  incorporação de elementos além do punk rock foi vista também nas apresentações ao vivo da banda, que começava a fazer um som mais pesado e lento nos shows, com guitarras extremamente distorcidas intercaladas com paradas silenciosas. Muitos dizem que isso se tornou uma forte influência na sonoridade do grunge, subgênero do rock que surgiria em Seattle pouco tempo depois.

4. A banda é um exemplo nato do DIY

Sem nunca ter passado pelas mãos de nenhuma grande gravadora, o Black Flag sempre seguiu sua trajetória na base do DIY (“Do It Yourself”, ou, em português, “Faça Você Mesmo”), ou seja, toda a notoriedade que a banda conquistou foi por conta de seu próprio trabalho, sem o apoio de gravadoras ou selos imponentes.

5. Músicos icônicos já fizeram parte do Black Flag

Ao longo da quadragenária carreira do Black Flag, muitos (muitos mesmo!) músicos já passaram pela banda, seja por pouco ou muito tempo. Alguns deles hoje são conhecidos por formarem ou terem feito parte também de outras grandes bandas de rock, como Keith Morris (Circle Jerks e OFF!), Dez Cadena (Misfits), Henry Rollins (Rollins Band), Bill Stevenson (Descendents e All) e Chuck Biscuits (Circle Jerks e Social Distortion), entre outros.

6. A história da banda virou livro

Sim, o Black Flag teve os dez primeiros anos de sua movimentada história resumidos em um livro. “Spray Paint the Walls: The Story of Black Flag” foi lançado em 2011 e contém entrevistas com Greg Ginn, Henry Rollins (principal vocalista) e Chuck Dukowski (antigo baixista). O autor da obra é Stevie Chick.

7. Um skatista multicampeão está nos vocais

O grupo faz esta turnê latino-americana com o famoso multicampeão skatista de Long Beach Mike Vallely nos vocais. Vallely está na banda desde 2014 e já havia cantado em 2003 no projeto solo de Greg Ginn, chamado “Good for You”. Parece que tanto Greg quanto os fãs aprovaram o skatista como o novo vocalista!

8. A banda cativou a idolatria de personalidades musicais brasileiras

Fábio Massari, jornalista e ex-VJ da antiga MTV Brasil – além de profundo conhecedor de música – e Jão, guitarrista e fundador da banda paulista Ratos de Porão, rasgam elogios ao Black Flag. Fábio diz que o Black Flag “forjou todo um léxico hardcore: raivoso e extremamente articulado”. Ele ainda complementa: “[o Black Flag] basicamente pavimentou o caminho, cristalizando cenas do underground americano nos bicudos anos 80 e estabelecendo caminhos futuros. Lendários. E impossível de imitar”. Já o guitarrista Jão destaca a sonoridade do Black Flag: “Pega os quatro primeiros anos da banda, era um negócio muito diferente, pra frente do seu tempo (…) Os caras sempre foram se renovando e fazendo discos diferentes, sem perder a marca registrada da banda. Acho a discografia do Black Flag bem foda e interessante”

E aí, falta alguma coisa pra te convencer que o show do Black Flag em São Paulo vai ser marcante e histórico?

Observação: o Sobreviva em São Paulo não se responsabiliza por possíveis alterações nas informações acima, que são válidas até a data de publicação.

Sobre o autor

Publicitário, especializado em Marketing e Comunicação Integrada. Amante da vida, encantado por pessoas e suas singularidades. Fã inveterado de filmes de terror, ouvinte assíduo de música jamaicana e rock pesado. Vive uma relação de amor e ódio com São Paulo. E, claro: Vai, Corinthians!

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