Millencolin volta a São Paulo e agita a Tropical Butantã

Millencolin volta a São Paulo e agita a Tropical Butantã

Foto: Piero Paglarin

Quem é fã de rock internacional em São Paulo, independente da vertente (heavy metal, indie rock, pop rock, punk rock, hardcore etc.), não tem o que reclamar de shows em 2017. Desde os grandes festivais, como o Lollapalooza Brasil, o Maximus Festival e o São Paulo Trip, até os shows considerados mais underground, o ano foi e ainda está sendo bastante movimentado, em termos de quantidade e também de qualidade.

Na sexta-feira que marcou o dia 06 de outubro foi a vez dos fãs de hardcore melódico verem ao vivo mais um grande nome do gênero: o Millencolin, que voltou ao país após ter tocado aqui pela última vez em 2015.

Nikola Sarcevic (baixo e vocal), Mathias Farm (guitarra), Erik Ohlsson (guitarra) e Fredrik Larzon (bateria) vieram desta vez para promover seu mais recente álbum, “True Brew” (2015), e os shows no Brasil – além de São Paulo, também em Curitiba e Porto Alegre – compõem a parte latino-americana da True Brew World Tour 2017, que ainda tinha em seu roteiro o México, o Chile e a Argentina, países pelos quais a banda sueca passou antes de desembarcar em São Paulo, que foi o primeiro show da tour em terras tupiniquins.

Foto: Rafael Cusato / ImagemUm

O local escolhido para a apresentação na capital paulista foi a Tropical Butantã, que tem recebido diversas bandas conceituadas de rock nacional e internacional. Estranhamente, nenhuma banda brasileira foi escalada para fazer um show de abertura, e a apresentação do Millencolin estava marcada para as 22h.

Sendo assim, com o horário marcado se aproximando, a Tropical Butantã foi enchendo de gente aos poucos. Umas 22h15, sob gritos de “Olê, olê, olê, olê, Millencolin” do público, finalmente a banda sobre ao palco. Primeiro o batera e depois os outros músicos cumprimentaram a plateia – que já enchia boa parte da casa – e começam a executar “No Cigar”, a primeira música da noite. Ao final dela, Nikola entoou um sonoro “Obrigado!”, e continuou o show, com “Sense & Sensibility”, “Ray” e “Olympic”.

O grupo se mostrava bastante animado e de vez em quando conversava em inglês com a plateia entre o fim de uma música e o começo da posterior, porém em outras vezes praticamente emendava uma música na outra. Nos momentos em que a banda conversava, Mathias Farm se mostrava o mais falante. Foi dele a responsabilidade de apresentar cada um dos músicos para o público, que aplaudiu todos e vibrou a cada hit executado.

Foto: Piero Paglarin

No setlist, como já havíamos adiantado, destaque para seis faixas do álbum “Pennybridge Pioneers” (2000) – “Penguins & Polarbears”, a calminha “The Ballad”, “Pepper”, “Fox” e “Duckpond”, além de “No Cigar – e cinco músicas de “True Brew” – a já citada “Sense & Sensibility”, “Bring Me Home”, “Autopilot Mode”, “True Brew” e “Egocentric Man”. Isso já era esperado, pois “Pennybridge Pioneers” é de longe o álbum mais bem sucedido do Millencolin, tendo colocado o grupo com um dos principais de sua vertente; e “True Brew” é o álbum da turnê, oras. As outras músicas foram uma coletânea das faixas mais conhecidas dos outros álbuns, desde “Same Old Tunes” (1994), o debut, até “Machine 15” (2008), o antecessor de “True Brew”.

A úncia diferença do setlist executado em São Paulo em relação aos que haviam sido tocados no Chile e Argentina foi a penúltima música. Enquanto nas terras dos nossos hermanos eles tocaram “Battery Check”, aqui foi “Farewell My Hell” a canção escolhida.

Foto: Rafael Cusato / ImagemUm

“Black Eye” foi a responsável por encerrar a apresentação. A plateia cantou juto com a banda praticamente todas as músicas, tanto as mais antigas quanto as mais novas. Em suma, dá pra dizer que mais uma vez o Millencolin superou as expectativas e trouxe para São Paulo um belo e animadíssimo show, que empolgou quem o assistiu.

Volta logo, Millencolin, vocês já são de casa!

Confira o setlist tocado pelo Millencolin em São Paulo:

Foto: The Ultimate Music Press

 

Sobre o autor

Publicitário, especializado em Marketing e Comunicação Integrada. Amante da vida, encantado por pessoas e suas singularidades. Fã inveterado de filmes de terror, ouvinte assíduo de música jamaicana e rock pesado. E, claro: Vai, Corinthians!

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