Narizes de Plantão, a arte do palhaço levando alegria a hospitais
Prestes a completar uma década, o projeto Narizes de Plantão foi criado por universitários
O Narizes de Plantão é um projeto de extensão do Centro Universitário São Camilo (instituição de ensino superior focada na área da Saúde), de São Paulo, e tem como objetivo levar a arte do palhaço ao ambiente hospitalar. Os responsáveis por isso são alunos da instituição, que dentro do projeto têm a missão de usar a pesquisa sobre a arte do palhaço para modificar o ambiente hospitalar e suas próprias percepções sobre as relações humanas.
Para atuarem nos hospitais fazendo pequenos esquetes para animar pacientes, acompanhantes e até funcionários, os Narizes de Plantão realizam oficinas de treinamento organizadas pelo coordenador geral do projeto, o professor Mauro Fantini, e que contam algumas vezes com a participação de outros convidados também envolvidos com a arte do palhaço.
Segundo Fantini, o projeto visa não apenas levar alegria às pessoas visitadas, mas também agregar vivências importantes aos alunos. “O Narizes é um programa educacional, que visa ensinar para futuros profissionais da Saúde habilidades que a faculdade não ensina. Normalmente, quando as pessoas ouvem falar de nós, logo associam a ações bondosas e ao efeito que o palhaço tem nos pacientes que recebem nossas visitas. E isso não está errado não! Mas somos mais do que isso. Somos, claro, preocupados com o que o paciente vai receber, mas estamos igualmente interessados em como o aluno vai se transformar ao passar pelo Narizes”, diz o coordenador.
Atualmente, o Hospital São Camilo e o Hospital São Luiz, dois tradicionais hospitais paulistanos, são visitados semanalmente por grupos de dois a quatro palhaços em visitas que duram cerca de 3 horas. O primeiro é visitado pelo projeto desde 2016, enquanto o segundo tem uma relação ainda mais antiga com os Narizes, sendo visitado desde 2013.
Como surgiu o Narizes de Plantão
Há cerca de dez anos, alguns alunos do curso de Medicina do Centro Universitário São Camilo queriam algo a mais da graduação do que apenas o contato com as disciplinas técnicas. Queriam praticar algo associado à arte. Foi aí que encontraram Mauro Fantini, um professor que, além de biomédico, era também palhaço.
Certo dia, professor e alunos se juntaram em uma sala da faculdade, à noite, para uma oficina de palhaço, inicialmente sem ter um objetivo definido. A oficina foi tão divertida que deu origem a muitas outras.
Assim, formou-se um grupo que, depois de conhecer a linguagem do palhaço, ficou com vontade de utilizá-la em hospitais. Com esse objetivo, o grupo propôs um projeto de extensão para a instituição de ensino, que aceitou e apoiou. Em 2010, nascia oficialmente o projeto Narizes de Plantão.
Depois do primeiro grupo de alunos participantes, vieram outros, não só estudantes de Medicina, mas também de Biomedicina, Enfermagem, Fisioterapia, Nutrição, Psicologia e Terapia Ocupacional.
Hoje, os alunos que fundaram o Narizes de Plantão já estão formados e atuando como médicos, mas outros grupos de alunos vêm surgindo para continuar o lindo objetivo proposto pelo projeto.
O Narizes de Plantão em números
Quando completou 8 anos de existência, o projeto já somava mais de 200 alunos treinados em quase mil horas de treinamento e 236 oficinas artísticas, além de quase 600 visitas a hospitais e mais de 53.000 encontros com pacientes, acompanhantes e funcionários.
Para saber mais sobre o projeto Narizes de Plantão, acesse o site oficial, narizesdeplantao.com.br, e acompanhe as redes sociais: facebook.com/narizesplantao (Facebook) e @narizesdeplantao_ (Instagram).
Fotos: Narizes de Plantão