Site “Afro-Sampas” exibe filmes sobre a arte africana em São Paulo

Site “Afro-Sampas” exibe filmes sobre a arte africana em São Paulo

“A paisagem da cidade de São Paulo mudou com a presença cada vez maior de artistas africanos. Alguns recém-chegados não falavam português. Acompanhamos os trabalhos deles, os espaços culturais que eles frequentam e as produções que eles realizam. E fizemos as seguintes perguntas: será que a gente encontra esses ecos africanos aqui em São Paulo? Ecos que constroem uma cena musical?” A partir dessas reflexões da professora Rose Satiko, do Departamento de Antropologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, e do pesquisador Jasper Chalcraft, do European University Institute, da Itália, foi elaborado o site Afro-Sampas (https://afrosampas.webhostusp.sti.usp.br), composto de filmes, ensaios, performances, shows, artigos e materiais fotográficos sobre a bagagem cultural desses artistas africanos que carregam o repertório de seus países de origem e de São Paulo.

O site reúne filmes produzidos pelo Laboratório de Imagem e Som em Antropologia (Lisa) da USP, além de ensaios fotográficos, textos e performances dos artistas africanos. A Profa. Rose Satiko explica que a origem do projeto se relaciona com o crescimento do processo migratório de africanos para São Paulo ao longo dos últimos dez anos.

Primeiro foi feito o mapeamento de artistas da África que atuavam em festivais de música voltados para a questão da imigração, realizados no Largo da Batata, na Zona Oeste da capital, e em bares que tinham noites dedicadas aos refugiados. Nesse mapeamento, os pesquisadores notaram que os artistas africanos chegaram a São Paulo por motivos variados: busca por melhores condições de vida, convite de amigos artistas, perseguição política no país de origem e desejo de aperfeiçoar a formação musical, por exemplo.

Com essas percepções, os pesquisadores foram a campo e gravaram algumas manifestações artísticas e depoimentos de artistas sobre suas vidas, o impacto de São Paulo em suas artes e a cultura dos seus países. A pesquisa, iniciada em 2016, resulta agora no site Afro-Sampascomo uma espécie de “portfólio”. Satiko conta que optou por produções audiovisuais em um site porque já tinha experiência desse recurso e é uma maneira de alcançar um público mais amplo, uma divulgação que não fica restrita ao meio acadêmico. “Além dos filmes e os vídeos serem maneiras de compartilhar conhecimento, eles são muito apropriados para difundir o trabalho dos artistas africanos”, explica a professora.

Entre outras atrações, o site Afro-Sampas disponibiliza três filmes: “Woya hayi mawe: Para Onde Vais?”, “Tabuluja (Acordem!)” e “Afro-Sampas”. Para saber mais sobre eles, clique aqui e acesse a matéria completa, publicada no portal do Jornal da USP.

Fonte: Juliana Alves/Jornal da USP

Foto de topo: USP Imagens/Rose Satiko Hikiji

 

Observação: o Sobreviva em São Paulo não se responsabiliza por possíveis mudanças nas informações acima, que são válidas até a data de publicação

Sobre o autor

Publicitário, especializado em Marketing e Comunicação Integrada. Amante da vida, encantado por pessoas e suas singularidades. Fã inveterado de filmes de terror, ouvinte assíduo de música jamaicana e rock pesado. E, claro: Vai, Corinthians!

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