Carnaval de Rua em São Paulo deve voltar em 2022, diz a Prefeitura

Carnaval de Rua em São Paulo deve voltar em 2022, diz a Prefeitura

Segundo a previsão apresentada ontem (5) pela Prefeitura de São Paulo, a cidade terá, em 2022, o seu maior Carnaval de Rua, com 15 milhões de pessoas. Foi ontem também que a prefeitura anunciou as datas das inscrições dos blocos, da publicação do edital de patrocínio e da divulgação da lista dos desfiles. Vale lembrar que esses anúncios acontecem após o Carnaval de Rua na capital paulista não ter acontecido em 2021 por conta da pandemia.

Segundo o prefeito Ricardo Nunes, se não houver alteração desfavorável, o carnaval voltará às ruas de São Paulo no próximo ano. “Por isso, é importante que façamos um planejamento para, se a Vigilância aprovar, ter um carnaval de forma segura e para ajudar na retomada econômica. Vai ser o nosso maior Carnaval de Rua”, disse o gestor, salientando que a festa também fará parte da retomada da economia.

Para preparar a festa, a administração municipal teve parecer favorável da Vigilância Sanitária com base na atual queda dos números de ocupação dos leitos de UTI, de enfermaria, de óbitos, da ampliação da população vacinada (que já chega a 97,5% dos adolescentes e 82% das pessoas com a imunização completa), além das doses de reforço na capital paulista.

Ontem também os secretários municipais de Subprefeituras, Alexandre Modonezi, de Saúde, Edson Aparecido, de Cultura, Aline Torres, e de Direitos Humanos e Cidadania, Claudia Carletto fizeram a apresentação dos números e detalhes do Carnaval paulistano para 2022.

“Este é um trabalho que a Comissão do Carnaval de Rua preparou para as festas dos blocos de rua. É um planejamento para deixar a cidade preparada, caso possamos ter este evento”, afirmou o secretário das Subprefeituras e coordenador do Carnaval de Rua 2022, Alexandre Modonezi.

O secretário mostrou ainda um estudo inédito sobre a distribuição dos foliões na capital, que identificou que 85% do público fica concentrado em 10% dos eventos, especialmente nas regiões da Sé, Pinheiros, Lapa e Vila Mariana. “O Carnaval de Rua está nas 32 subprefeituras. Embora o grande público esteja concentrado em 75 blocos, toda a cidade é contemplada pelos desfiles, oferecendo um carnaval descentralizado”, explicou Modonezi.

Para 2022, a cidade será organizada em polos grandes e médios, além dos caminhos pequenos. Os mesmos percursos programados para os anos de 2019 e 2020 serão mantidos. As inscrições para os blocos interessados estarão disponíveis entre os dias 15 de outubro e 5 de novembro. Já o edital de patrocínio será lançado no próximo dia 18 e a lista dos desfiles será publicada em 28 de novembro. Os cadastramentos dos blocos tradicionais, ou seja, aqueles que já participaram de edições anteriores, serão priorizados, e os iniciantes serão validados em seguida.

Dependendo da pandemia

Apesar das previsões e anúncios da gestão municipal, o secretário de Cultura da capital, Edson Aparecido, enfatizou que a realização do Carnaval 2022 dependerá da situação da pandemia na cidade e só acontecerá após a autorização da equipe de Atenção Básica da Secretaria. O grupo – composto por sanitaristas, epidemiologistas e infectologistas – foi responsável pela construção das estratégias de enfrentamento ao coronavírus desde o primeiro diagnóstico na capital.

“Em um evento com este tamanho, não poderíamos deixar para fazer o planejamento com quatro meses de antecedência. Por isso, seguiremos com o monitoramento em relação aos novos casos, internações, óbitos e outros fatores da Covid-19, que são analisados diariamente pelas equipes de saúde”, destacou o secretário.

Fonte: Secretaria Especial de Comunicação/Prefeitura de São Paulo

Foto de topo: Rovena Rosa/Agência Brasil

 

Observação: o Sobreviva em São Paulo não se responsabiliza por possíveis mudanças nas informações acima, que são válidas até a data de publicação.

Sobre o autor

Publicitário, especializado em Marketing e Comunicação Integrada. Amante da vida, encantado por pessoas e suas singularidades. Fã inveterado de filmes de terror, ouvinte assíduo de música jamaicana e rock pesado. E, claro: Vai, Corinthians!

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