Território Dente de Leoa  ressalta a importância da arte preta periférica

Território Dente de Leoa ressalta a importância da arte preta periférica

Criado em 2020, pelo coletivo de mulheres Dente de Leoa da Cidade Ademar, na Zona Sul de São Paulo, o Festival Território Dente de Leoa ganha nova edição e acontece de 13 a 26 de novembro.

O evento tem como missão ressaltar a importância da difusão da arte periférica, com um olhar direcionado a potências pretas que promovem arte e difundem a herança dos valores civilizatórios afro-brasileiros. Toda a idealização e produção do Festival é realizada por mulheres pretas periféricas e as apresentações vão desde oficinas de dança a batalhas de MC’s, no bairro da Cidade Ademar.

O Dente de Leoa é um coletivo itinerante de mulheres negras protagonistas na missão de conectar as heranças de valores civilizatórios e semear ideias colaborativas. O evento, com organização de Aline Almeida, Black Sisi, Valeria Zion e Mana Bella, tem como objetivo mobilizar os artistas do bairro Cidade Ademar a ocupar os espaços públicos e reivindicar o direito a usufruir e transformar o território num espaço que promove e produz cultura, mesmo sem quase nenhum equipamento ou incentivo cultural. 

“A Lei Municipal de Fomento às Periferias é uma das únicas que nos permite fomentar e trazer à tona artistas periféricos que são potências e grandes talentos de nossos territórios”, conta a idealizadora Mana Bella.

No dia 20 de novembro, em que é celebrado o Dia da Consciência Negra, o Festival vai promover os quatro elementos da cultura Hip-Hop, ao adicionar a programação a Batalha da Feira Livre, com apresentação do SOBE, uma produtora de MC’s da região e na sequência por Bruneko MC e Back Spin, que vão premiar os ganhadores com prêmios de 100 a 200 reais.

“Articular o Funk, o Hip Hop e outras linguagens artísticas em um festival de celebração e reflexão da arte preta e periférica, demonstra que é possível ampliar ações antirracistas em rede”, relata a produtora Valéria Motta.

O festival faz parte do projeto Segue o Baile: Arte, Mobilização e Memória do Coletivo Dente de Leoa, contemplado pela 5ª Edição do Programa de Fomento à Cultura da Periferia da Cidade de São Paulo da Secretaria Municipal de Cultura.

 

SERVIÇO

Festival Dente de Leoa – Programação multicultural e debates envolvendo temáticas como reflexões sobre território

Data: 13 a 26 de novembro

Mais informações sobre a programação em: https://www.instagram.com/coletivodentedeleoa/ 

 

17 de novembro – A partir das 10h00

Cine Afro infância

Filmes de Temática Racial

Local: R.Henrique da Costa, 348 – Jardim Itacolomi, São Paulo – SP, 04386-000

 

19 de novembro – A partir das 14h00

Diálogos de Leoa 

Cartografia Cidade Arte Ademar

Convidados: 

Ariane Neves – Educadora e Artista 

Edilania Medeiros – Arte educadora  

Kelly Reis – Grafiteira e Artista Plástica

Mediação: 

Valéria Motta – Educadora, Produtora e Articuladora Cultural

Local: Praça da Feira Livre Cidade Ademar Avenida Rodrigues Montemor, na altura da Avenida Cupecê, nº 3379)

 

20 de novembro – A partir das 14h00

Boca Preta: Poesia, Mc’s e afins

Batalha da Feira Livre

Apresentação de SOBE (Produtora de Mc’s da região, encabeçada por Bruneko MC, Back Spin e convidados)

Atração principal: Dory de Oliveira

Local: Praça da Feira Livre Cidade Ademar (Avenida Rodrigues Montemor, na altura da Avenida Cupecê, nº 3379)

 

21 de novembro – A partir das 14h00

Samba na Caixa D’água

Participações:

Samantha Santos – Cantora

Baile do Sagatiba – Samba Rock

Thais Mariano – Pandeirista e Amante do samba

Milton do Cavaco e Banda 

Local: Caixa D’água Americanópolis – Cidade Ademar

 

26 de novembro – 10h

Academia Internacional de Poetas Pretas

Local: Praça da Feira Livre Cidade Ademar (Avenida Rodrigues Montemor, na altura da Avenida Cupecê, nº 3379)

 

Imagem em destaque cedida pela assessoria de imprensa. Divulgação.

Sobre o autor

Teve a ideia de criar o Sobreviva em São Paulo, foi lá e fez. Jornalista, trabalha com social media e gosta de uns rolês roots. Acampa no mato, sobe montanha e vive na selva de pedra. Já quis ser detetive, salvar o mundo e fugir com os ciganos. Tem uma relação de amor e ódio com São Paulo, fica para ouvir músicos de rua e corre para nunca chegar atrasada.

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