Galeria dos Brinquedos, o paraíso de nostálgicos e colecionadores no Centro

Galeria dos Brinquedos, o paraíso de nostálgicos e colecionadores no Centro

No movimentado Centro de São Paulo, a poucos metros do metrô República, a Rua Barão de Itapetininga sedia um refúgio para que marmanjos que geralmente já passaram ou estão prestes a completar 40 anos relembrem a infância enquanto babam sobre bonecos, carrinhos e outros brinquedos das décadas de 60 a 90. No local, um ampla galeria coberta que liga a Barão de Itapetininga com a Rua Sete de Abril (que são paralelas entre si) tem suas paredes compostas por vitrines repletas de brinquedos antigos (usados ou não), raros — muitos deles bem conservados, ainda na embalagem original — que atraem colecionadores e um número crescente de visitantes em busca de um pouco de nostalgia. O prédio chama-se Galeria Itapetininga, mas ninguém o conhece pelo nome oficial. Para os frequentadores, ali fica a Galeria dos Brinquedos.

Na Galeria dos Brinquedos, os momentos de “namoro” com os mais variados brinquedos e acessórios são comuns e muitas vezes longos. Os produtos ficam expostos em várias vitrines espalhadas pelas paredes do local e a maioria das vitrines tem um vendedor responsável, que fica ao lado do seu espaço para atender os visitantes. Às vezes, os donos das coleções expostas deixam cartazes com o nome e o telefone para não terem que ficar no lugar o tempo todo.

A loja 12, por exemplo, tem o nome de Galeria dos Brinquedos, batiza informalmente o lugar todo e é a maior das duas únicas lojas do corredor. Em seu interior, olhar as prateleiras é o mesmo que fazer uma viagem no tempo. Entre os produtos de destaque, pode-se citar peças intactas do clássico Forte Apache, direto dos anos 70, e bonecos e veículos dos Comandos em Ação, que foram febre entre a meninada na década de 80 e início dos anos 90. Mas a variedade de itens antigos e usados da loja é enorme e inclui até alguns álbuns de figurinhas e camisas de clubes e seleções de futebol bastante antigas além dos brinquedos.

Os bonecos da coleção S.O.S. Commandos são alguns dos itens encontrados na galeria (foto: Piero Paglarin)

Na Galeria dos Brinquedos – agora em referência à galeria, e não apenas à loja homônima – é possível encontrar ainda itens como os Minicraques da Coca-Cola (bonecos caricaturizados de jogadores de futebol que a marca inseriu no mercado como ação promocional nos anos 90), colecionáveis de heróis (principalmente da Marvel e da DC), bonecos antigos dos desenhos do He-Man, Rambo e Thundercats (outras três febres dos anos 80), da coleção S.O.S. Commandos (heróis de guerra e vilões emborrachados e musculosos que a Gulliver fez baseada no sucesso dos Comandos em Ação, da Estrela) e de tokusatsus (séries japonesas), como Jaspion, Jiban, Jiraiya e da franquia Kamen Rider, entre outros. Tem também uma vitrine especializada em bonecos colecionáveis da franquia Star Wars e outra repleta de carrinhos da Hot Wheels. Até um boneco do Super 15 (antigo mascote promocional da empresa espanhola Telefonica) pode ser encontrado na Galeria dos Brinquedos!

Quanto aos preços dos produtos, depende muito do item e do vendedor, é claro. Então, é aconselhável passear pelo local, pesquisar e negociar. Mas, mesmo que você não procure nada em especial, a visita à galeria é muito bem vinda para suscitar algumas doces lembranças da infância…

O endereço da Galeria dos Brinquedos é Rua Barão de Itapetininga, 267 – República, com uma entrada também pela Rua Sete de Abril, 356. O funcionamento é de segunda a sexta, em horário comercial, e aos sábados, até o meio da tarde. Para saber um pouco mais sobre o local, vale a pena ler esta matéria da Veja São Paulo, publicada em 2017.

 

Fonte: agaleriadosbrinquedos.com.br, com adaptações

Observação: o Sobreviva em São Paulo não se responsabiliza por possíveis mudanças nas informações acima, que são válidas até esta data.

Sobre o autor

Publicitário, especializado em Marketing e Comunicação Integrada. Amante da vida, encantado por pessoas e suas singularidades. Fã inveterado de filmes de terror, ouvinte assíduo de música jamaicana e rock pesado. Vive uma relação de amor e ódio com São Paulo. E, claro: Vai, Corinthians!

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